quarta-feira, 4 de abril de 2018

Era uma vez um mundo chamado Síria…


…que tinha crianças!
E é assim, agora! Todos os dias. Como se nada mais pudesse parar a estúpida da guerra. Só mesmo porque há sempre quem queira mandar no seu semelhante. Porque há sempre interesses que importam apenas a meia dúzia, mas fazem com que as multidões os acompanhem, mesmo que tenham de destruir os seus concidadãos.
São horríveis as imagens que nos chegam. São fortes demais. Já nem é o sangue estampado naqueles milhares de rostos que choca, afinal já o vemos todos os dias, o que realmente incomoda de verdade é perceber que há crianças que já viveram o que ninguém deveria sequer saber que existe. Como é possível tanta crueldade? Como pode o homem cometer tamanhas atrocidades?
Tudo destruído. Nada resta senão escombros. Até uma maternidade fora bombardeada. Mas que mal fazem os recém-nascidos ao mundo? E aquele menino de 4 anos que parte com um saco plástico onde leva as roupas da mãe e da irmã mortas? Quatro. Apenas quatro anos e já está sozinho no mundo. E já passou o que ninguém devia passar, muito menos um menino de 4 anos.
Meu Deus, mas que mundo é este?
Será que há no mundo alguém que consiga parar estes crimes? Será que alguém consegue tirar estes ditadores do poder? Será que um dia vamos conseguir deixar de falar em duas ou três potências que controlam o mundo todo e nós só temos de abanar com as bandeiras do consentimento?
O mundo precisa de novos atores. O mundo está a esgotar-se em nada mais do que meia dúzia de ditadores que se perpetuam no poder a todo o custo e, quando se fartam ou não podem mais, tentam a todo o vapor passar para os filhos, irmãos ou outros que possam continuar o seu regime.
Ó Filósofos Gregos que falta fazeis ao mundo!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Este Jornal precisa de Mulheres a escrever


Há dias comemorou-se mais um Dia Internacional da Mulher. Foi só um dia. Já passou. Para o próximo ano volta a acontecer e, ano após ano, andamos a brincar aos dias fortemente aproveitados pelo comércio, mas o que realmente é necessário, a verdadeira igualdade de oportunidades, parece nunca acontecer.
Não gosto de saber que é preciso celebrar o Dia da Mulher, Dia do Pai, Dia da Mãe, Dia do Idoso, Dia da Criança… Tudo isto só mostra que é preciso agendar um dia para que nos lembremos das pessoas e, sinceramente, isto é mau demais enquanto assim for.
Também não vou nas modas de ‘listinhas só de mulheres’. Desculpem, mas para isso não contem comigo. Sou muito a favor da emancipação feminina. Sou um defensor acérrimo que as mulheres devem ter os mesmo direitos e deveres dos homens, mas para que a afirmação das mulheres seja uma realidade, não precisam de cometer os mesmos erros dos homens quando se juntavam para os melhores cargos e atiravam as mulheres para as lides domésticas.
Ao longo da minha vida profissional tive o privilégio de trabalhar em Escolas e Centros de Formação geridas por homens e outras por mulheres. Nunca me importou a questão de género. Nem me passou alguma vez qualquer questão a este propósito. O que me importava era a qualidade com que os assuntos eram dirigidos. Se há diferenças? Certamente que sim. Próprias de cada género e assim devem continuar. Há características próprias do homem e outras tantas próprias da mulher, o que faz com que ambos se complementem. E é assim mesmo que vejo o melhor do ser humano, a junção de homens e mulheres a trabalhar em conjunto para o bem comum ou para a verdadeira transformação e crescimento de uma sociedade saudável.
E por onde devemos começar?
Não querendo abusar da boa vontade do Diretor deste ‘nosso e vosso’ Jornal, penso que convidar umas Mulheres para dar a sua visão sobre Fafe talvez pudesse ser uma mais valia para engrandecer esta ‘instituição’ jornalística que já tem idade para ser ‘nosso avô’. É claro que o espaço pode ser um problema, mas sou o primeiro a dividir o meu espaço, se necessário for, para que em conjunto possamos contribuir para a verdadeira cidadania e a pluralidade de opiniões, onde a questão de género nunca será um problema.
Aos Leitores, Colaboradores e Diretores deste ‘nosso’ Povo de Fafe, deixo os votos de muitos parabéns por nos acompanharmos e partilharmos as nossas mais distintas opiniões.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Qual é a melhor Escola?

A Escola que prepara os alunos para as Universidades ou mercado de Trabalho, mesmo sem recursos financeiros, ou a Escola em que os seus alunos pagam altas propinas e depois das aulas vão direitinho para casa dos seus explicadores?
Os rankings das escolas voltaram a preencher várias páginas dos jornais nacionais. Foram notícias em toda a comunicação social. Criaram discussões acesas como todas as vezes que apareceram. Uns ficaram contentes porque todos gostam de ir à frente. Outros, simplesmente, olharam para os resultados e não ligaram mais, afinal, na sua Escola há preocupações diárias para que os alunos possam ter pelo menos uma refeição quente por dia. Há tantos e tantos problemas nas suas casas que conseguir tirar notas positivas, por mais pequeninas que sejam, é uma vitória enorme e ultrapassa qualquer estatística disfarçada de coisa boa, mas só interessa ao poder económico para que possam arrecadar mais clientes para os seus estabelecimentos.
A quem interessam os números dos rankings? A quem interessam as pessoas dos rankings?
O ensino precisa mais do que números. Não são as Escolas que estão mal. Podem até ser os métodos de ensino a necessitar de uma profunda revisão, mas o que falta mesmo é centrar a educação na pessoa em si. Há uma pergunta que tem de ser feita em cada reação de um aluno: ‘Por que será que agiu desta forma?’
Esta foi uma das melhores lições que tive do Psicólogo, Poeta e, mais do que tudo, meu camarada e amigo António Vilhena. Olhar o problema do aluno com uma pergunta tão simples é mais do que suficiente para perceber que há todo um fator humano a ter em conta antes de qualquer resultado ou atitude. Às vezes não é nada fácil. Tantas vezes nós, os professores, nos sentimos impotentes para os conflitos que já vêm de fora dos muros da escola. Mas é a simples compreensão humana que leva à conversa, ao encaminhamento, à orientação daquele ou daquela jovem que merece bem mais do que uma boa nota. Merece a vida. A vida harmoniosa de quem é criança, adolescente ou até adulto que mais ninguém quer sequer ouvir falar.
Esta é a Escola. Este é o ensinamento que os clássicos nos deixaram e criaram Escolas e ensinamentos que todos seguimos sem questionar donde surgiram. É tão pomposo lançar umas frases de Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho quando nos servem, não é? Mas também deveríamos repensar a sociedade tal como eles fizeram no seu tempo.
Qual é a melhor Escola? A Escola que formou a aluna que entrou em Medicina, sem recurso a nenhum ou a reduzidos investimentos em explicações, no meio de tantos outros que nem queriam saber de competições por médias, ou a Escola em que a maioria dos alunos, depois de saírem das aulas, vão direitinhos para casa dos seus explicadores?
Há muitos fatores que contribuem para o sucesso nos rankings. Investiguem, não será difícil perceber. Quanto a nós, preferimos a Escola de Todos e para Todos. A Escola que nos preparou para entrar na primeira opção, na velhinha, mas encantadora, Universidade de Coimbra.

Obrigado, Escola Pública!

domingo, 28 de janeiro de 2018

JSD deu lição de urbanidade

Há políticos em Fafe que pensam que todos querem o lugar que eles ocupam!
O PSD foi a votos a nível nacional. Duas candidaturas, encabeçadas respetivamente por Pedro Santana Lopes e Rui Rio, fizeram acordar uma secção que parecia adormecida e à mercê de quem seguia apenas uma linha de pensamento. Como não podia deixar de ser, as opções não eram unanimes e surgem apoios a cada uma das candidaturas, uma na linha da maioria dos elementos da comissão política ainda em funções, Pedro Santana Lopes, e outra que opta por apoiar Rui Rio, sendo esta apoiada publicamente com notas à imprensa pela JSD.
Confesso que fiquei extremamente agradado com a urbanidade, quer a elegância na forma, quer o nível do discurso adotado pelos mais jovens. Apesar de terem muitas razões para se irritarem com os bombardeamentos palavrosos que foram alvo, sempre souberam desvalorizar a calúnia e concentrar-se no objetivo final, dar uma grande vitória a Rui Rio.
Nos bastidores falava-se que os jovens poderiam estar a preparar uma candidatura à liderança do partido em Fafe, mas isso não aconteceu, até porque os mesmos afirmavam que só tinham um objetivo: a vitória de Rui Rio.
Os factos são mais do que evidentes. A Juventude tem nível e, mais do que tudo, tem formação suficiente para conduzir o partido. Certamente que não sabem tudo! E também é evidente que precisarão sempre dos mais velhos para dar consistência às suas equipas, mas já ninguém poderá dizer que o futuro está comprometido, pois quem vem a seguir traz consigo uma excelente preparação académica e humana.
Ao contrário do PS, o PSD em Fafe não tem nada para dar aos jovens. Não tem cargos para oferecer, nem tão pouco tem tido a hipótese de ser indicado para um ou outro emprego de alguma câmara de amigos. Estes jovens sabem que têm de apostar em si, na sua formação, nos seus empregos, ou nunca terão nada, nunca serão nada. Estar no PSD em Fafe não é igual, nem sequer idêntico, a militar no Partido Socialista.
Será que é assim tão difícil, aos dirigentes do PSD, perceber que o lugar que eles ocupam não é assim tão apetecível? Será que não se apercebem que o PSD não tem grande impacto no quotidiano das pessoas?
Por muito que possa doer, esta é a realidade pura e dura. Os cargos de dirigente no PSD Fafe só interessam para afirmações internas, que podem levar a nomeações, ou posicionamento estratégico em Fafe, afinal dá sempre alguma visibilidade sair nos jornais de vez em quando!

Continuo sem saber o que vai fazer o PSD. Continuo a dizer que o PSD precisa de agarrar as oportunidades para poder ajudar os fafenses com os seus ideais e as suas ações, mas isso só é possível quando estiverem no poder, nem que seja em coligação. Mas também continuo a pensar que isso só será possível quando os dirigentes traçarem um plano e enfrentarem a população com humildade. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Chega! Vamos mudar o rumo de Fafe…

Educação. Cultura. Arte. Desporto. Turismo. Animação. Associativismo. Urbanismo. Empreendedorismo. Emprego. Comércio. Saúde.
Era o que mais faltava, num país democrático, tivéssemos que obedecer cegamente às ideias de um ou outro indivíduo que se julga o mais sábio de todos, o único capaz de estar preparado para exercer as mais diversas funções nos cargos públicos… E os outros? Será que Fafe só tem meia dúzia de pessoas preparadas para ocupar cargos de relevo? Será que temos de apoiar aqueles que passam a vida a dizer mal dos outros só porque não concordam com as suas ideias?
Não! Comigo não contem, ok?
Decidi há muito tempo que a minha vida será orientada por muito mais do que simples quezílias parvas. É claro que com isto não quero dizer que vou aceitar tudo o que os outros fazem ou dizem a meu respeito, mas também não me vou deixar aborrecer com aqueles que usam o palavrão ou o insulto gratuito para terem a sensação que são superiores. E, o mesmo quero para os outros. O 25 de Abril veio mesmo para que pudéssemos ter uma palavra e uma opinião sobre o que nos rodeia. Não é à toa que se trabalham obras em Literatura Portuguesa como ‘Felizmente ao Luar’ ou ‘O Memorial do convento’, entre muitas outras de tantos autores que se inspiram na liberdade para que as gerações vindouras possam encarar o mundo, o país e até a sua cidade com uma positividade que mereça o sorriso de cada um dos dias.
E é assim que espero que aconteça daqui para a frente também na minha cidade. É esta força que fui encontrando por este país, em cada terra que atraquei para lecionar, em cada árvore que me aparecia nas longas viagens, em cada onda mais ou menos calma. Sim, porque se há alguém que nada deve aos políticos desta cidade sou mesmo eu, nunca houve uma alma caridosa que fosse capaz de ‘me dar um apoio’… nunca tive qualquer tacho dos políticos fafenses… Nada lhes devo! Nada mesmo…
Mas gosto de política. Gosto da minha cidade. E gosto muito da minha aldeia. E, por isso mesmo, acredito que está na hora de iniciar um rumo novo. Está na hora de conhecer novos atores no mundo da política. Está mais do que na hora de traçar projetos comuns que possam engrandecer a cidade. É preciso traçar objetivos comuns. Não porque é giro, mas porque são esses que conseguem chegar mais longe. São esses que têm hipótese de serem aprovados pelas mais diferentes apostas governamentais ou europeias. Já ninguém trabalha sozinho. Esta é a hora de uma verdadeira transformação da cidade.

Chegou a hora! Vamos lá, Fafe?

sábado, 6 de janeiro de 2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

José Baptista assume vereação em 2018?

PSD 0 – Fafe Sempre 2
O jogo mal começou e o PSD já perde por duas bolas. Logo no primeiro minuto, após uma derrota pesada, Fafe Sempre ataca com uma palmadinha nas costas e convida o PSD para o segundo lugar da Assembleia Municipal. Dominado pela fúria dos resultados, PSD não hesita e aceita pomposamente o lugar e, mais uma vez, os sócios do clube não são chamados a prenunciarem-se. Afinal, a equipa é deles e, ao que parece, o clube também.
Chega a hora de mexer na equipa, PSD não está no Governo, PSD também já não está na Câmara e Fafe Sempre aproveita o caminho livre para rematar e é goooooooooooolo! É golo! É golo! O Serviço de Emprego já foi para um dos seus… (segundo o JORNALdeFafe).
A bola volta ao centro. O árbitro dá sinal da partida e eis que aparece a primeira grande prova de fogo: Orçamento 2018! Fafe Sempre aproveita novamente o momento e com abstenção dá ideia de estar a colocar o interesse de Fafe em primeiro. Seja ou não essa a intenção, o certo é que volta a marcar pontos, até porque ninguém está disposto a ter eleições tão cedo. Já o PSD aparece contra tudo e contra todos e a queixar-se de que as suas ideias foram deixadas de fora. As suas brilhantes ideias, vejam só… Como a Zona Industrial de Regadas, por exemplo!
O mais bonito disto tudo é que nós até achamos mesmo que eram (e serão) ideias importantes para a afirmação e avanço industrial do concelho, mas ao contrário do PSD que culpa os outros, achamos que a culpa é do PSD. Simplesmente porque devia estar lá dentro a trabalhar em coligação e defender estas mesmas ideias.
Querem brincar aos políticos para se afirmarem dentro do partido? Vão passar a vida a queixar-se à espera que os fafenses tenham pena? Não adianta! No primeiro caso, já está provado que se não abrirem o partido a todos, as pessoas simplesmente se afastam; no segundo caso, os fafenses não querem quem esteja sempre do contra e a queixar-se, mas sim quem apresente soluções e as ponha em funcionamento para que todos tenham melhor qualidade de vida. É claro que para isso, é preciso estar lá dentro e isso só é possível com uma coligação como aquela que até já tiveram no último mandato…
Não sei o que vai acontecer nos próximos dias. Da minha parte, tenciono atacar nas rabanadas, formigos, aletria… Já do PSD, das duas só podemos escolher uma: ou vai continuar a deitar fumo pelas orelhas e nós vamos assistindo ao desfile de pavões ou entra realmente no que interessa e assume uma coligação com o executivo de Raúl Cunha tentando, na medida do possível, resgatar as ideias que os dois vereadores foram lançando nos três anos que lá estiveram. Já que o primeiro eleito diz que ‘segue unido à sua profissão’, a segunda ‘está disponível para os fafenses na assembleia da república’, a representação do partido na Câmara de Fafe não poderia ficar em melhores mãos do que na figura de alguém humilde, cientificamente bem preparado como é o Engenheiro José Batista.

Se assim não for, para o bem de Fafe, que este Natal traga tantas coisas boas para os fafenses que nem seja mais preciso recorrer aos políticos…

sábado, 9 de dezembro de 2017

Auto da Barca da Abicada







07 Dezembro | IEFP Portimão

Sinopse
Ridendo castigat mores. Um auto... como qualquer outro... bem ao estilo de Gil Vicente. O diabo e o anjo. O Sapateiro. O Cobrador de impostos. o Parvo.O Padre. O Juíz. A Alcoviteira. O Artista. A ilusão continua igual a sempre. Todos querem ir para o céu, mas é no Inferno que têm vaga. Sem grande hesitação embarcam e com muito entusiasmo. Lá a vida parece continuar igual. E cá também...

FICHA TÉCNICA | Coordenadora: Vera Duarte | Mediadora: Susana Fonseca |Encenador: Pedro Sousa | Figurinos: Telma Perdigão | Atores: Susana Gomes, Weslley Brito, Rosália Gonçalves, Jorge Ferreira, Fábio Magalhães, Adilsa Rosita, Fernando Vaz, Vanessa Correia, Neusa Mabjaia, Fernanda Silva